sexta-feira, 18 de março de 2011
Mitos aéreos III – O fetiche da casa de banho (a saga continua)
Sim, já apanhei casais a tentarem ir juntos para a casa de banho – “mas qual é o problema de irmos os dois?” e eu até tenho um “E” de estúpida escrito na testa e tudo.
Não, nunca apanhei ninguém em flagrante. Felizmente, se não já lá ia uma fortuna em acompanhamento psicológico. Se bem que alguns dos que se esquecem de trancar a porta já me deram pesadelos e traumas suficientes. Mas adiante.
Muito honestamente, é uma daquelas fantasias que não percebo, até porque é daqueles sítios no avião que me repugna, qual casa de banho pública, tal é a quantidade de gente que por lá passa e o estado em que já as vi.
Claro que quando a vontade aperta não há outro remédio, mas adiante.
O espaço é tão pequeno que não percebo como é que possa dar jeito para tais coisas, se já mães com os filhos pequeninos é o que é e a porta costuma ficar aberta porque não cabem lá os dois...
Uma nota para os insistentes – nós andamos sempre de olho nesse pequeno antro de fantasias sexuais e bactérias, até porque é onde o pessoal tenta sempre fumar às escondidas, por isso, mais vale estarem quietinhos do que serem apanhados e passarem uma valente vergonha (que a passam, garanto-vos, nem que eu tenha de fazer por isso – evil me). Tentem outras coisinhas arrojadas, mas em casa, dentro de quatro paredes, ou onde dificilmente possam ser apanhados pode ser?
A gerência agradece.
quinta-feira, 17 de março de 2011
Das colecções e dos colecionadores
Venho por este meio declarar-me coleccionadora.
Se é aceite em sociedade que se coleccionem moedas, canetas, armas, selos e outros objectos, é perfeitamente plausível que se coleccionem sapatos e livros.
Mais ainda, deveriam de ser honoráveis as minhas colecções, comparando com as acima mencionadas, por terem uso e contribuírem para o embelezamento estético e para um aumento de conhecimento e cultura geral, respectivamente, da minha pessoa.
Atentamente me subscrevo.
A coleccionadora de livros e sapatos.
quarta-feira, 16 de março de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
Flores e mimos
Foi o que tivemos ontem.
Uma única rosa vermelha no meio de outras belíssimas flores.
Sexta vamos ao Hard Rock Café de Estocolmo celebrar "à séria". Afinal, foi num Hard Rock que nos conhecemos.
Já estou a sonhar com as potato skins e com o meu maravilhoso hambúrguer...
Sim é verdade
Não escrevo nada há dias e mimimimimi...
Honestamente... Não há tempo nem paxorra.
Sim, eu sei que vocês gostam de ler sobre termos ficado presos não sei onde por causa da neve ou que eu me espalhei ao comprido por causa do gelo, e muitas outras coisas.
A verdade é que não tem acontecido nada assim tão marcante como isso e tenho andado a voar que nem uma desalmada (não querias, agora aguenta! Toma lá para aprenderes!) e quando não estou a voar estou a descansar, alapada no sofá a ver séries e a ler, ou enfiada na cozinha a inventar refeições.
Eu mereço descanso, juro que mereço.
segunda-feira, 14 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
E queixava-me eu!
Do frio e da neve e mimimimi...
Acabo de descobrir um blog de uma menina portuguesa que também vive aqui na Suécia.
Pois consta que vive num sítio chamado Norrboten e que, além de ser longe pra caraças, é tão a norte que mete dó e consta que as temperaturas rondam os -33ºC, enquanto que aqui já temos 2ºC e 3ºC ou até mais um bocadinho durante o dia.
E queixava-me eu que a neve nunca mais derrete.
Será que lá chega a derreter?
É que, valha a verdade, aquilo é quase no Pólo Norte!
Nota mental: passar a queixar-me menos porque há quem passe muito mais frio.
Acabo de descobrir um blog de uma menina portuguesa que também vive aqui na Suécia.
Pois consta que vive num sítio chamado Norrboten e que, além de ser longe pra caraças, é tão a norte que mete dó e consta que as temperaturas rondam os -33ºC, enquanto que aqui já temos 2ºC e 3ºC ou até mais um bocadinho durante o dia.
E queixava-me eu que a neve nunca mais derrete.
Será que lá chega a derreter?
É que, valha a verdade, aquilo é quase no Pólo Norte!
Nota mental: passar a queixar-me menos porque há quem passe muito mais frio.
sábado, 5 de março de 2011
Ele de férias...
... e eu não.
Vamos daqui a pouco ao cinema ver o The King's Speech, que isto de se estar só a molengar em casa não dá com nada.
E eu que ontem me deitei à hora que tenho de acordar amanhã?
Vai doer tanto, mas tanto...
Como já dizia a outra; estou tão fecundada...
Vamos daqui a pouco ao cinema ver o The King's Speech, que isto de se estar só a molengar em casa não dá com nada.
E eu que ontem me deitei à hora que tenho de acordar amanhã?
Vai doer tanto, mas tanto...
Como já dizia a outra; estou tão fecundada...
quarta-feira, 2 de março de 2011
Maldito Karma
O que eu me ri com este livro.
É pena ser pequenino e ter durado pouco.
Mas valeu a pena só pela loucura da história.
É pena ser pequenino e ter durado pouco.
Mas valeu a pena só pela loucura da história.
De volta à Suécia
E de volta aos updates.
Foi tão, mas tão bom estar em casa. Tirando a parte do hospital que foi chato e pôs umas quantas pessoas de cabelos em pé.
Mas de volta à neve já começam as peripécias, desta feita com o carro.
Pneus de Verão em neve realmente não é das ideias mais geniais e já ficámos com o carro encalhado à porta de casa a patinar no gelo e a não sair do sítio. Foi vê-los a empurrar e eu a acelerar para ver se o bichinho mexia. E mexeu.
Agora está estacionado onde não há gelo e prevê-se que o branco comece a derreter ainda no fim desta semana.
Mais novidades nos próximos capítulos.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Ele há com cada um...
Estava eu, descansadinha da vida, sentada na cafetaria do aeroporto de Madrid a ocupar uma mesa com 4 lugares (são todas duas mesas juntas com quatro cadeiras e sim, esta informação é relevante), a ouvir música e a jogar solitaire no iPod.
Já lá estava há umas boas duas horas a matar tempo quando eis que um casal começa a mexer nas cadeiras do outro lado, o que me levou ao pensamento do "que mal-educados, nem sabem pedir primeiro".
Mas não pessoas, eles não se limitaram a mexer ou a levar as cadeiras. Abancaram com todo o seu esplendor, mesmo a minha frente sem um "Olá!", "Bom dia!", "Boa tarde!", "Boa noite!", nem se quer um "Com licença!", quanto mais um "Dá licença?".
E sim, havia mesas livres. Não muitas e talvez não tão limpas, mas havia!
Até o meu mau feitio ficou sem reacção com tamanho desplante.
E como se já não bastasse alaparem os seus reais rabos nas cadeiras à minha frente, ainda começaram a sacar de bolachas e garrafas de água e a pô-las em cima da mesa, como se aquilo fosse tudo deles.
Bem feito teria sido eu, com uma lata descomunal e muito naturalmente, servir-me de uma bolacha sem dizer nada. Mas não, bambi que sou, fiquei quietinha a rogar-lhes pragas e a fulminá-los com os olhos.
Por um momento, ainda ponderei se seriam mudos, mas trocaram umas palavras de espanhol entre eles, por isso, ficou a desculpa sem efeito.
Uns minutos depois a mesa mesmo ao nosso lado ficou vazia e eu ainda olhei para eles, depois para a mesa, para eles novamente e para a mesa outra vez e assim por diante, a ver se as criaturas se tocavam e passavam para a mesa do lado.
Mas é claro que nem se mexeram.
A menina (besta), começou a preparar-se para dormir na cadeira e eu, já não tão bambi, comecei a pôr em prática o plano B. E não, esse plano não era o "se não podes vencê-los, junta-te a eles", mas sim o "se eles não te ligam nenhuma e fingem que não existes, toca a irritá-los de maneira discreta" (bambi, bambi, bambi! Mas, ao menos, fiz alguma coisa).
Olhei para as unhas e achei que era uma excelente ideia mudar o verniz. Toca de sacar o frasquinho removedor e, hum... que cheirinho a acetona. E toca a demorar, que eu até tenho tempo, e a tirar o verniz como deve de ser e até mais do que o necessário, e as unhas já não têm verniz nenhum, mas passa mais uma vez (S. - 1, Bestas - 0).
A seguir, como é óbvio, foi a altura de pôr verniz. Mais um cheiro encantador. Mais uma lentidão de renome. Ele foi pôr a base primeiro, qual preguiça em hibernação, ele foi pintar uma unha e olhar bem para ela, pintar a próxima e ver se não escapou nada... até estarem os dez dedinhos com o maravilhoso particuliére. E a seguir, como é óbvio, toca de repetir a dose que duas camadas é que é. E cheiro a verniz é tão bom (S. - 2, Bestas - 0).
Acabadas as unhas, e como ainda faltavam umas boas horas, toca de voltar a ouvir música. Mas, desta vez, a marcar o ritmo com o pezinho a bater na mesa, da forma mais irritante possível. Toc, toc, toc, toc, toc, toc, ... (S. - 3, Bestas - 0)
Quando me fartei da música e do solitário, passei para o meu livro. E toca de continuar a bater com o pé na mesa, qual pessoa com tique nervoso ou qual livro mais empolgante ao ponto de me deixar super ansiosa pelo desfecho. Toc, toc, toc, toc, toc, toc, toc, toc, toc, toc, ... (S - 4, Bestas - 0).
Quando dei por eles, estavam deitados nas cadeiras e já a uma boa distância da mesa (digam todos em coro comigo: "ohhhhhhhh...").
Depois lá foram a vidinha deles, tão mudos como quando chegaram. E pude voltar à minha quietude e a acalmar a mean girl que há em mim.
Vitória, vitória... e acabou-se a história.
PS - Espero do fundinho do meu coração que os bixos se tenham perdido no aeroporto, no meio das lojas de duty free e tenham acabado por perder o vôo. Humpf.
Já lá estava há umas boas duas horas a matar tempo quando eis que um casal começa a mexer nas cadeiras do outro lado, o que me levou ao pensamento do "que mal-educados, nem sabem pedir primeiro".
Mas não pessoas, eles não se limitaram a mexer ou a levar as cadeiras. Abancaram com todo o seu esplendor, mesmo a minha frente sem um "Olá!", "Bom dia!", "Boa tarde!", "Boa noite!", nem se quer um "Com licença!", quanto mais um "Dá licença?".
E sim, havia mesas livres. Não muitas e talvez não tão limpas, mas havia!
Até o meu mau feitio ficou sem reacção com tamanho desplante.
E como se já não bastasse alaparem os seus reais rabos nas cadeiras à minha frente, ainda começaram a sacar de bolachas e garrafas de água e a pô-las em cima da mesa, como se aquilo fosse tudo deles.
Bem feito teria sido eu, com uma lata descomunal e muito naturalmente, servir-me de uma bolacha sem dizer nada. Mas não, bambi que sou, fiquei quietinha a rogar-lhes pragas e a fulminá-los com os olhos.
Por um momento, ainda ponderei se seriam mudos, mas trocaram umas palavras de espanhol entre eles, por isso, ficou a desculpa sem efeito.
Uns minutos depois a mesa mesmo ao nosso lado ficou vazia e eu ainda olhei para eles, depois para a mesa, para eles novamente e para a mesa outra vez e assim por diante, a ver se as criaturas se tocavam e passavam para a mesa do lado.
Mas é claro que nem se mexeram.
A menina (besta), começou a preparar-se para dormir na cadeira e eu, já não tão bambi, comecei a pôr em prática o plano B. E não, esse plano não era o "se não podes vencê-los, junta-te a eles", mas sim o "se eles não te ligam nenhuma e fingem que não existes, toca a irritá-los de maneira discreta" (bambi, bambi, bambi! Mas, ao menos, fiz alguma coisa).
Olhei para as unhas e achei que era uma excelente ideia mudar o verniz. Toca de sacar o frasquinho removedor e, hum... que cheirinho a acetona. E toca a demorar, que eu até tenho tempo, e a tirar o verniz como deve de ser e até mais do que o necessário, e as unhas já não têm verniz nenhum, mas passa mais uma vez (S. - 1, Bestas - 0).
A seguir, como é óbvio, foi a altura de pôr verniz. Mais um cheiro encantador. Mais uma lentidão de renome. Ele foi pôr a base primeiro, qual preguiça em hibernação, ele foi pintar uma unha e olhar bem para ela, pintar a próxima e ver se não escapou nada... até estarem os dez dedinhos com o maravilhoso particuliére. E a seguir, como é óbvio, toca de repetir a dose que duas camadas é que é. E cheiro a verniz é tão bom (S. - 2, Bestas - 0).
Acabadas as unhas, e como ainda faltavam umas boas horas, toca de voltar a ouvir música. Mas, desta vez, a marcar o ritmo com o pezinho a bater na mesa, da forma mais irritante possível. Toc, toc, toc, toc, toc, toc, ... (S. - 3, Bestas - 0)
Quando me fartei da música e do solitário, passei para o meu livro. E toca de continuar a bater com o pé na mesa, qual pessoa com tique nervoso ou qual livro mais empolgante ao ponto de me deixar super ansiosa pelo desfecho. Toc, toc, toc, toc, toc, toc, toc, toc, toc, toc, ... (S - 4, Bestas - 0).
Quando dei por eles, estavam deitados nas cadeiras e já a uma boa distância da mesa (digam todos em coro comigo: "ohhhhhhhh...").
Depois lá foram a vidinha deles, tão mudos como quando chegaram. E pude voltar à minha quietude e a acalmar a mean girl que há em mim.
Vitória, vitória... e acabou-se a história.
PS - Espero do fundinho do meu coração que os bixos se tenham perdido no aeroporto, no meio das lojas de duty free e tenham acabado por perder o vôo. Humpf.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
E cá estou
Em Lisboa.
Tenho o 91, por isso quem quiser contactar esteja a vontade.
E agora vou começar a correr de um lado para o outro com as coisas que tenho para fazer.
Licença.
Tenho o 91, por isso quem quiser contactar esteja a vontade.
E agora vou começar a correr de um lado para o outro com as coisas que tenho para fazer.
Licença.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Porque...
...porque é Dia dos Namorados
...porque antes de ser dos namorados é o nosso dia
...porque já lá vão 11 meses
...porque passaram a correr
...porque gosto de ti
...porque me fazes feliz
...porque antes de ser dos namorados é o nosso dia
...porque já lá vão 11 meses
...porque passaram a correr
...porque gosto de ti
...porque me fazes feliz
Ps - A esta hora estou em Londres, mas volto já a correr para ti.
Happy Valentine's Day
Para os que têm namorado(a), para os casados, para os divorciados, para os que estão noivos, para os que "é complicado", para os que estão numa relação aberta, mas, e especialmente, para os solteiros.
Feliz Dia do Amor.
Feliz Dia de São Valentim.
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Faltou o quase...
Tínhamos casa quase garantida e já andava eu toda entusiasmada, para ontem recebermos uma mensagem a dizer que afinal não, que não vai dar.
A culpa não é de ninguém, mas fiquei desanimada...
A culpa não é de ninguém, mas fiquei desanimada...
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
O piqueno chegou a casa são e salvo, nada mais nada menos que... às 9h da manhã. Giro, giro é que devia ter aterrado antes das 17h da tarde do dia anterior.
Minudências.
O que importa é que já está em casa e a dormir que nem uma pedra (mas daquelas fofinhas), na sua inocência, sem saber o que o espera.
Sim, porque ficar das 19h até quase as 3h da manhã sem dizer nada e comigo já a vasculhar acidentes aéreos no google não é coisa para não ter consequências e o rolo da massa já está ali a jeito. E ele que pensava que era para fazer pizzas e coisas do género. Tão ingénuo, pobrecito.
Mas, já que está em casa, e enquanto não acorda, vou ali aninhar-me para o quentinho e ver se não me chamam para voar.
Ora então, até já.
Minudências.
O que importa é que já está em casa e a dormir que nem uma pedra (mas daquelas fofinhas), na sua inocência, sem saber o que o espera.
Sim, porque ficar das 19h até quase as 3h da manhã sem dizer nada e comigo já a vasculhar acidentes aéreos no google não é coisa para não ter consequências e o rolo da massa já está ali a jeito. E ele que pensava que era para fazer pizzas e coisas do género. Tão ingénuo, pobrecito.
Mas, já que está em casa, e enquanto não acorda, vou ali aninhar-me para o quentinho e ver se não me chamam para voar.
Ora então, até já.
Só pode ser castigo!
Queixo-me eu da neve e a maldita resolve fazer com que o meu homem me fique encalhado e sem poder aterrar.
Mimimimimi...
Assim não brinco.
Deixem-me lá o homem voltar para casa para eu poder dormir descansada, que isto assim não dá com nada.
Mimimimimi...
Assim não brinco.
Deixem-me lá o homem voltar para casa para eu poder dormir descansada, que isto assim não dá com nada.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Isto não se faz...
Anda uma pessoa a sonhar com a Primavera, a bater palminhas porque a neve está a derreter, a dar pulinhos de alegria por já se ver alguma relva a dar um ar de sua graça... E hoje começa-me a nevar como se não houvesse amanhã.
Começou há coisa de uma hora e pouco, de mansinho, assim como quem não quer a coisa, e agora já está a armar-se aos cucos e a nevar como gente grande.
Vou mas é ver um filme para acalmar os nervos.
E vento? Já disse que está um vento desgraçado?
Pindérica* de sorte!
*Só para não ser mal-educada e não lhe chamar outra coisa também começada por P.
Começou há coisa de uma hora e pouco, de mansinho, assim como quem não quer a coisa, e agora já está a armar-se aos cucos e a nevar como gente grande.
Vou mas é ver um filme para acalmar os nervos.
E vento? Já disse que está um vento desgraçado?
Pindérica* de sorte!
*Só para não ser mal-educada e não lhe chamar outra coisa também começada por P.
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